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domingo, 8 de setembro de 2024
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Iemanjá do meu mar na terra do sonho
chega-me a noite de emboscada
trazendo o frio da sua escuridão
em que tua ausência se faz mais notada
no abismo do nada na minha mão
e percorro os cambiantes da solidão
ao encontro dos seus verbos de abandono
escritos a fogo no meu coração
pelos pesadelos que me povoam o sono
são vozes de murmurantes segredos
falando dialectos de enganos
um sentir que se tacteia na ponta dos dedos
num tempo que se não mede em dias ou anos
e no sonho que te dá corpo à existência
meu amor…
se encerra tudo o que em mim há de ciência
com que dor… com que dor…
sobre ela durmo… suportando-te a ausência
longo é-me o abraço de Morfeu
tarda sempre o libertador amanhecer
que furibundo deus a ti me uniu e prendeu
nesta maldição de nem em sonho te esquecer
transfiguraste-te numa etérea promessa
demanda minha em busco de um outro santo graal
religião de liturgias que criei à pressa
onde te impus como sacerdotisa de pureza virginal
e no sonho que te dá corpo à existência
meu amor…
se encerra tudo o que em mim há de ciência
com que dor… com que dor…
sobre ela durmo… suportando-te a ausência
leal maria
trazendo o frio da sua escuridão
em que tua ausência se faz mais notada
no abismo do nada na minha mão
e percorro os cambiantes da solidão
ao encontro dos seus verbos de abandono
escritos a fogo no meu coração
pelos pesadelos que me povoam o sono
são vozes de murmurantes segredos
falando dialectos de enganos
um sentir que se tacteia na ponta dos dedos
num tempo que se não mede em dias ou anos
e no sonho que te dá corpo à existência
meu amor…
se encerra tudo o que em mim há de ciência
com que dor… com que dor…
sobre ela durmo… suportando-te a ausência
longo é-me o abraço de Morfeu
tarda sempre o libertador amanhecer
que furibundo deus a ti me uniu e prendeu
nesta maldição de nem em sonho te esquecer
transfiguraste-te numa etérea promessa
demanda minha em busco de um outro santo graal
religião de liturgias que criei à pressa
onde te impus como sacerdotisa de pureza virginal
e no sonho que te dá corpo à existência
meu amor…
se encerra tudo o que em mim há de ciência
com que dor… com que dor…
sobre ela durmo… suportando-te a ausência
leal maria
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
aaah poetas... tanta palavra e...
aaah… como queria eu falar-vos de um rio
que calmo e sereno desaguasse num meu desejo
metáfora de cristalino fio
para descrever a vontade que teria de um beijo
como queria eu falar-vos em palavras desconexas
sem um sentido aparente
para que em vossas almas convexas
espremêsseis o que no meu coração se sente
quem me dera na palavra a fluidez
sem que houvesse de recorrer ao ritmo da rima
e nela esconder-vos a minha acidez
resguardando-me de perder a vossa estima
aaah…. o bom que seria
por certo teria a vossa sincera admiração
ouviria cantar loas à minha poesia
e então sentir-me-ia como se tivesse o mundo na mão
quem me dera o tão difícil talento
daqueles que provocam só de mencionar o sexo
deixaria que reconhecêsseis em mim um advento
mestre a debitar frases sem nexo
mas pobre de mim
que não sei dissimular a minha falta de arte
tudo o que digo é… enfim
um mundo que construi nos muitos em que o meu “eu” se reparte
falta-me a vossa tendência para o subliminar
não sei criar assim tetas tão difíceis de espremer
tenho embaraço em juntar-me ao vosso colectivo masturbar
porque necessito dar alguma clareza ao meu querer
por certo tereis do vosso lado a razão
e será só aparente a imperceptibilidade do vosso vocabulário
longe de mim dizer-vos caligrafistas de torta mão
cruzes credo que não quero ser tão arbitrário
o vácuo que em vós vislumbro é somente mau feitio meu
muito haverá nas entrelinhas do vosso escrever
não me ligueis que eu sou o tipo que a má sorte não abateu
e prometo que me vou esforçar para não vos mandar foder
leal maria
que calmo e sereno desaguasse num meu desejo
metáfora de cristalino fio
para descrever a vontade que teria de um beijo
como queria eu falar-vos em palavras desconexas
sem um sentido aparente
para que em vossas almas convexas
espremêsseis o que no meu coração se sente
quem me dera na palavra a fluidez
sem que houvesse de recorrer ao ritmo da rima
e nela esconder-vos a minha acidez
resguardando-me de perder a vossa estima
aaah…. o bom que seria
por certo teria a vossa sincera admiração
ouviria cantar loas à minha poesia
e então sentir-me-ia como se tivesse o mundo na mão
quem me dera o tão difícil talento
daqueles que provocam só de mencionar o sexo
deixaria que reconhecêsseis em mim um advento
mestre a debitar frases sem nexo
mas pobre de mim
que não sei dissimular a minha falta de arte
tudo o que digo é… enfim
um mundo que construi nos muitos em que o meu “eu” se reparte
falta-me a vossa tendência para o subliminar
não sei criar assim tetas tão difíceis de espremer
tenho embaraço em juntar-me ao vosso colectivo masturbar
porque necessito dar alguma clareza ao meu querer
por certo tereis do vosso lado a razão
e será só aparente a imperceptibilidade do vosso vocabulário
longe de mim dizer-vos caligrafistas de torta mão
cruzes credo que não quero ser tão arbitrário
o vácuo que em vós vislumbro é somente mau feitio meu
muito haverá nas entrelinhas do vosso escrever
não me ligueis que eu sou o tipo que a má sorte não abateu
e prometo que me vou esforçar para não vos mandar foder
leal maria
sábado, 6 de dezembro de 2008
o canto da memória
guardo-te a um canto,
no mais profundo de mim
entre uma ténue luz
impondo-se à escuridão
nesse canto
está a essência de onde eu vim
o húmus
que fertilizou o meu primordial chão
fazem-te companhia
as coisas da minha memória
por vezes esquecidas,
mas nunca deitadas fora
e nos caracteres
com que escrevo a minha história
deixo-me à tua guarda
quando me for embora
sussurra-me na alma
(ela sempre te escutou)
as palavras
que me atormentaram por tanto as desejar
esqueça-mos o tempo
que para trás ficou
que eu vou adiante
e somente te deixo o meu sonhar
não! não sou eu que vou partir
nem tão pouco irei chegar
é outro que no meu corpo há-de vir
que o meu “eu” está já cumprido
e vai contigo ficar
guarda bem essa minha antiga morada
nela ficará o sal do meu mar
que entre a partida e a chegada
aí, nunca por ti findará o meu amar
que interessa o passado ou o futuro
aí…. será sempre presente
o tempo não se metamorfoseia num muro
e perene se torna
o que no momento se sente
outro “eu” ocupará o “espaço”
que foi o meu lugar no mundo
feito pelos fragmentos
dos muitos que me fizeram
que a vida
é um suspiro de um sonho profundo
e comigo levarei, a essencial substância
“desses” muitos que me antecederam
leal maria
no mais profundo de mim
entre uma ténue luz
impondo-se à escuridão
nesse canto
está a essência de onde eu vim
o húmus
que fertilizou o meu primordial chão
fazem-te companhia
as coisas da minha memória
por vezes esquecidas,
mas nunca deitadas fora
e nos caracteres
com que escrevo a minha história
deixo-me à tua guarda
quando me for embora
sussurra-me na alma
(ela sempre te escutou)
as palavras
que me atormentaram por tanto as desejar
esqueça-mos o tempo
que para trás ficou
que eu vou adiante
e somente te deixo o meu sonhar
não! não sou eu que vou partir
nem tão pouco irei chegar
é outro que no meu corpo há-de vir
que o meu “eu” está já cumprido
e vai contigo ficar
guarda bem essa minha antiga morada
nela ficará o sal do meu mar
que entre a partida e a chegada
aí, nunca por ti findará o meu amar
que interessa o passado ou o futuro
aí…. será sempre presente
o tempo não se metamorfoseia num muro
e perene se torna
o que no momento se sente
outro “eu” ocupará o “espaço”
que foi o meu lugar no mundo
feito pelos fragmentos
dos muitos que me fizeram
que a vida
é um suspiro de um sonho profundo
e comigo levarei, a essencial substância
“desses” muitos que me antecederam
leal maria
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
fragmentos
Fragmentos…
gestos contidos contra a minha vontade
uma mal disfarçada verdade
o silêncio em que tudo digo sem nada dizer
um claro dia que principia a escurecer
meus passos sem um destino preciso
a causa na qual empenhei a alma
o código que mantenho omisso
a melodia embalando-me a tarde calma
a fúria que me turva o discernimento
a violência na minha mão alojada
a palavra que me dá corpo ao sentimento
o corpo da mulher amada
um sorriso fazendo-me feliz o dia
o sentido da vida num simples abraço
o segredo escondido na poesia
o tempo amordaçando-me com o seu laço
a imprescindível conversa que adiei
as batalhas nas quais combati
o sagrado que em vão busquei
o improvável amor que então senti
a memória de uma fraterna amizade
a circunstância sonegando-me o beijo
a fisionomia da intensa saudade
o delito de um inconfessável desejo
a sombra anunciando-me a companhia
o trilho que vou partilhando
o horizonte que o futuro então me prometia
o rosto que afinal continuo amando
…fragmentos!!
leal maria
gestos contidos contra a minha vontade
uma mal disfarçada verdade
o silêncio em que tudo digo sem nada dizer
um claro dia que principia a escurecer
meus passos sem um destino preciso
a causa na qual empenhei a alma
o código que mantenho omisso
a melodia embalando-me a tarde calma
a fúria que me turva o discernimento
a violência na minha mão alojada
a palavra que me dá corpo ao sentimento
o corpo da mulher amada
um sorriso fazendo-me feliz o dia
o sentido da vida num simples abraço
o segredo escondido na poesia
o tempo amordaçando-me com o seu laço
a imprescindível conversa que adiei
as batalhas nas quais combati
o sagrado que em vão busquei
o improvável amor que então senti
a memória de uma fraterna amizade
a circunstância sonegando-me o beijo
a fisionomia da intensa saudade
o delito de um inconfessável desejo
a sombra anunciando-me a companhia
o trilho que vou partilhando
o horizonte que o futuro então me prometia
o rosto que afinal continuo amando
…fragmentos!!
leal maria
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sexta-feira, 28 de novembro de 2008
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
no teu olhar que me interroga...
no teu olhar há uma interrogação
sobre a natureza das coisas onde te perdeste
olhas
vês disforme a sombra que te desenha no chão
e tens consciência que nela te reconheceste
numa súplica desesperada,
procuras agarrar a esperança que há muito te fugiu
e a vida adiada
nega-te o futuro que a poucos permitiu
recusa essa mortalha de desespero
vem
segue-me como antes
vou em busca do que quero
a vida,
é-me eterna nos seus breves instantes
olha mais adiante
olha p´ra lá daquilo que te querem deixar ver
cerra os punhos
que viver de cócoras é a pior forma de se morrer
quantos semblantes por ti se emudeceram?
que dores se aumentaram com a tua tristeza?
nenhumas lágrimas por ti se enterneceram
pouco lhes importa a tua sensível natureza
tira do rosto o que em teu coração se sente
dissimula no olhar essa ânsia que te consome
somente nos reconhecerão
quando lhes ferrarmos o dente
nas suas carnes golpeadas é que nos descobrirão o nome
leal maria
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
…e o dia que virá, dissipará a escuridão da noite.
nos meus dias tomados pela escuridão,
trajados de um triste cinzento…
no mundo destruído pelo deserto que trago na mão,
na cruel melodia de um nefando lamento…
sei que me manterei de pé!
não soçobrarei à tempestade!
porque faço minha profissão de fé
na força que vou buscar à vontade.
p´ra lá de todos os altos muros
que teimam em barrar-me o caminho;
encontrarei a luz que me dissipará os dias escuros.
e então não caminharei mais sozinho…
olharei de frente a incerteza;
na sua mais crua fisionomia...
dela farei a minha intrínseca natureza,
dançará ao som da minha poesia.
porque nada me amarra ao medo!
a noite não é eterna nem em mim perdura!
procuro sempre decifrar todo o segredo,
do dia que vislumbro na lonjura…
e na força do meu braço esforçado,
no desassossego d´alma inquieta;
far-me-ei argonauta de um mar não navegado,
que o tesouro maior se encerra na descoberta.
será num grito a plenos pulmões,
que anunciarei o que tenho de mais profundo.
pois em mim batem mil e um corações...
e sou guardião dos sonhos todos do mundo.
leal maria
sábado, 22 de novembro de 2008
…o incerto na linha do horizonte
já tão frágil…
a memória que em mim há do teu olhar,
desvanece-se à força da minha vontade.
e os passos que dou,
já não são para te procurar;
e deixei de me chamar saudade…
mas sabes!?
é imenso o vazio que ocupa o espaço,
que eu te forço a abandonar.
e sinto, no profundo de mim, o abraço;
que envolve de frio o meu sonhar.
troquei as voltas aos desejos…
agarrei firme os instintos que me perdiam!
que o destino não se verga à força de beijos;
e o mundo não é dos que se refugiam…
e nos trilhos
que agora me indicam a direcção,
não lhes reconheço
nenhuma das geografias que em ti sonhei.
sigo caminho,
sem que nada agarre a minha mão;
e do destino que me espera, nada sei!
mas foi sempre assim que eu quis!
o incerto fazendo-se horizonte do meu futuro.
entre o gesto que tudo e nada diz.
coordenadas…
alternando-me entre a luminosidade e o escuro.
Leal maria
a memória que em mim há do teu olhar,
desvanece-se à força da minha vontade.
e os passos que dou,
já não são para te procurar;
e deixei de me chamar saudade…
mas sabes!?
é imenso o vazio que ocupa o espaço,
que eu te forço a abandonar.
e sinto, no profundo de mim, o abraço;
que envolve de frio o meu sonhar.
troquei as voltas aos desejos…
agarrei firme os instintos que me perdiam!
que o destino não se verga à força de beijos;
e o mundo não é dos que se refugiam…
e nos trilhos
que agora me indicam a direcção,
não lhes reconheço
nenhuma das geografias que em ti sonhei.
sigo caminho,
sem que nada agarre a minha mão;
e do destino que me espera, nada sei!
mas foi sempre assim que eu quis!
o incerto fazendo-se horizonte do meu futuro.
entre o gesto que tudo e nada diz.
coordenadas…
alternando-me entre a luminosidade e o escuro.
Leal maria
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domingo, 16 de novembro de 2008
sábado, 15 de novembro de 2008
o ensurdecedor silêncio do que fica por dizer...
eram ainda tantas as coisas
que havia a dizer...
nas palavras que no silêncio amordaçamos.
mas no sonho,
que quis o acaso que houvera-mos de ter,
traímos o juramento em que nos empenhamos.
juntos; percorremos caminhos
que outros tão cobardemente abandonaram…
mas no fim,
achamo-nos tão sozinhos,
que já nem a nós próprios
os sonhos se justificaram.
mas que raio…!
afinal, tivemos na mão a vontade,
com que num imenso querer,
segurávamos o mundo.
fizemos aos repelões
fragmentos da ideal cidade;
entre os corpos sentidos,
num improvável amor profundo.
mas o teu corpo amansou
nesses mimos a que te deste.
definhou na doçura
das coisas dadas de mão beijada.
e eu deixei-me embalar,
por esse suave canto que me fizeste;
fazendo do irrisório,
coisa por mim muito desejada.
mas isso agora acabou!
ouço já os novos cantos que me chamam!
e nesse lugar para onde agora vou,
há dialécticas que a alma me inflamam!
deixo-te aí…
nessa prisão em que te meteste.
nesse deserto…
por entre frases tão vazias de conteúdo
porque da loucura que me prometeste
somente me resta a poeira de um sentir miúdo
mas não chores… nada lamentes!
há sempre um fim,
que impaciente, esperava um começo.
não sei o que hoje deveras sentes!
mas do teu corpo à minha palavra,
vai uma distância que de todo desconheço...
leal maria
que havia a dizer...
nas palavras que no silêncio amordaçamos.
mas no sonho,
que quis o acaso que houvera-mos de ter,
traímos o juramento em que nos empenhamos.
juntos; percorremos caminhos
que outros tão cobardemente abandonaram…
mas no fim,
achamo-nos tão sozinhos,
que já nem a nós próprios
os sonhos se justificaram.
mas que raio…!
afinal, tivemos na mão a vontade,
com que num imenso querer,
segurávamos o mundo.
fizemos aos repelões
fragmentos da ideal cidade;
entre os corpos sentidos,
num improvável amor profundo.
mas o teu corpo amansou
nesses mimos a que te deste.
definhou na doçura
das coisas dadas de mão beijada.
e eu deixei-me embalar,
por esse suave canto que me fizeste;
fazendo do irrisório,
coisa por mim muito desejada.
mas isso agora acabou!
ouço já os novos cantos que me chamam!
e nesse lugar para onde agora vou,
há dialécticas que a alma me inflamam!
deixo-te aí…
nessa prisão em que te meteste.
nesse deserto…
por entre frases tão vazias de conteúdo
porque da loucura que me prometeste
somente me resta a poeira de um sentir miúdo
mas não chores… nada lamentes!
há sempre um fim,
que impaciente, esperava um começo.
não sei o que hoje deveras sentes!
mas do teu corpo à minha palavra,
vai uma distância que de todo desconheço...
leal maria
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
...o caminho que medeia um abraço e um beijo.
a meio do caminho,
entre um abraço e um beijo,
matei,
por momentos, a vontade de ti me servir…
olhei e vi-me sozinho…
tão longe desse teu desejo…
que não sei se me afastei ou algo me fez fugir!
quantas hesitações
antecedem o tempo em que nos damos?
que sonhos esperamos encontrar
neste despojar de nós?
permutamos os corpos
como um salvo-conduto para onde vamos;
e faz-nos correr o medo que temos de ficarmos sós…
essa mão,
que tremendo me estendes,
provoca-me uma covardia
que me impele a agarrar-te!
não desperdices essa lágrima e vê se entendes;
o quanto me fragiliza
a intensidade do meu amar-te.
apenas uma ínfima parte de mim
é a que te dou!
regateio
cada pedaço d´alma que me vens tirar!
no entanto,
sinto que me tens em ti muito mais do que eu sou…
e isso é muito mais do que eu te queria dar!
mas na relutância
com que me entrego a essa escravidão;
encontro os grilhões que me ancoram à liberdade…
todo um universo unido
no agarrar da minha e tua mão,
justificado no teu olhar
a brilhar de antecipada saudade…
leal maria
entre um abraço e um beijo,
matei,
por momentos, a vontade de ti me servir…
olhei e vi-me sozinho…
tão longe desse teu desejo…
que não sei se me afastei ou algo me fez fugir!
quantas hesitações
antecedem o tempo em que nos damos?
que sonhos esperamos encontrar
neste despojar de nós?
permutamos os corpos
como um salvo-conduto para onde vamos;
e faz-nos correr o medo que temos de ficarmos sós…
essa mão,
que tremendo me estendes,
provoca-me uma covardia
que me impele a agarrar-te!
não desperdices essa lágrima e vê se entendes;
o quanto me fragiliza
a intensidade do meu amar-te.
apenas uma ínfima parte de mim
é a que te dou!
regateio
cada pedaço d´alma que me vens tirar!
no entanto,
sinto que me tens em ti muito mais do que eu sou…
e isso é muito mais do que eu te queria dar!
mas na relutância
com que me entrego a essa escravidão;
encontro os grilhões que me ancoram à liberdade…
todo um universo unido
no agarrar da minha e tua mão,
justificado no teu olhar
a brilhar de antecipada saudade…
leal maria
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
...
um novo rumo; um novo recomeço
para trás deixo à espera a memória
porque o que fui não esqueço
e eu sou tudo aquilo que se fez a minha história
esse caminho que agora enceto
não é mais do que a continuação dos que já fiz
porque tenho o longe e o perto
na raiz dos sonhos que eu sonhar quis
e os sentidos enganam-me a cronologia
baralhando o passado com os futuros
esculpem-me no desejo a ancestral geografia
e à vontade dão-me a força para derrubar todos os muros
e tu,
aí tão escondida na minha conveniência
sempre à espreita de uma oportunidade
complicas-me essa tão aparente simples ciência
que é eu fazer-te de mim ausente; dura e doce saudade
mas deixo para trás o que para trás ficou
tenho ali outros mundos para habitar
porque o sonho modifica-se mas ainda não soçobrou
e eu aqui parado recuso-me a ficar
não digo mais nenhum adeus
foram tantos na minha vida que já me bastam
todos os que acenei assumo como meus
e mesmo assim as quimeras ainda me arrastam
para quê então as despedidas
lágrimas sempre as haverá
haja um adeus ou não
prefiro a perpétua busca das coisas perdidas
do que ver vazio de esperança o meu coração
seja feita a minha vontade então!!
leal maria
para trás deixo à espera a memória
porque o que fui não esqueço
e eu sou tudo aquilo que se fez a minha história
esse caminho que agora enceto
não é mais do que a continuação dos que já fiz
porque tenho o longe e o perto
na raiz dos sonhos que eu sonhar quis
e os sentidos enganam-me a cronologia
baralhando o passado com os futuros
esculpem-me no desejo a ancestral geografia
e à vontade dão-me a força para derrubar todos os muros
e tu,
aí tão escondida na minha conveniência
sempre à espreita de uma oportunidade
complicas-me essa tão aparente simples ciência
que é eu fazer-te de mim ausente; dura e doce saudade
mas deixo para trás o que para trás ficou
tenho ali outros mundos para habitar
porque o sonho modifica-se mas ainda não soçobrou
e eu aqui parado recuso-me a ficar
não digo mais nenhum adeus
foram tantos na minha vida que já me bastam
todos os que acenei assumo como meus
e mesmo assim as quimeras ainda me arrastam
para quê então as despedidas
lágrimas sempre as haverá
haja um adeus ou não
prefiro a perpétua busca das coisas perdidas
do que ver vazio de esperança o meu coração
seja feita a minha vontade então!!
leal maria
...
foste o poema primeiro,
que em mim criou
emoções com forma e espaço.
dando um corpo de palavra
aos meus sonhos;
e trazendo-me os desejos medonhos,
das almas e corpos
irmanados num universal abraço.
tudo no universo se desvanece…
somos apenas cósmica poeira
à deriva no espaço sideral!
mas a palavra perdurará
para além do que de imediato acontece;
e o ridículo do que se disse
perder-se-à com a ingenuidade original.
por isso te invisto
com a dignidade de seres o primeiro.
porque em ti há a minha vida toda
feita num imediato impulso!
sou eu na minha natureza por inteiro;
procurando os paraísos,
de onde nenhum homem seja expulso…
mas hoje, ao recordar-te…
enfim; rever-te!
vejo-te como o princípio de um imenso adeus.
porque pelo sonho que és,
é perpetuo o meu querer-te!
e tudo posso perder,
mas os sonhos,
esses, serão sempre meus!
e quando,
no porvir do inexorável tempo,
o rosto que te deu origem;
começar a desvanecer-se
da memória do meu sentimento;
ficará a palavra então tão virgem;
deixando para a eternidade,
a poética imensidão de um perfeito momento…
leal maria
que em mim criou
emoções com forma e espaço.
dando um corpo de palavra
aos meus sonhos;
e trazendo-me os desejos medonhos,
das almas e corpos
irmanados num universal abraço.
tudo no universo se desvanece…
somos apenas cósmica poeira
à deriva no espaço sideral!
mas a palavra perdurará
para além do que de imediato acontece;
e o ridículo do que se disse
perder-se-à com a ingenuidade original.
por isso te invisto
com a dignidade de seres o primeiro.
porque em ti há a minha vida toda
feita num imediato impulso!
sou eu na minha natureza por inteiro;
procurando os paraísos,
de onde nenhum homem seja expulso…
mas hoje, ao recordar-te…
enfim; rever-te!
vejo-te como o princípio de um imenso adeus.
porque pelo sonho que és,
é perpetuo o meu querer-te!
e tudo posso perder,
mas os sonhos,
esses, serão sempre meus!
e quando,
no porvir do inexorável tempo,
o rosto que te deu origem;
começar a desvanecer-se
da memória do meu sentimento;
ficará a palavra então tão virgem;
deixando para a eternidade,
a poética imensidão de um perfeito momento…
leal maria
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